Pular para o conteúdo
7 dezembro, 2010 / Bárbara Ferreira

José de Alencar, João Caetano e Sébastien Sisson

A TV MultiRio exibiu ontem no programa “Mestres da Literatura” o documentário “José de Alencar, o Múltiplo“. Assisti com grande interesse porque ultimamente tenho pesquisado sobre o famoso escritor, já que é de sua autoria algumas das biografias publicadas na obra “Galeria dos Brasileiros Ilustres – Os Contemporâneos” de Sisson.

Em um determinado momento, quando falavam sobre a peça de teatro “O Jesuíta” que José de Alencar escreveu sob medida para João Caetano, o grande ator brasileiro da época, foi mostrado um retrato que de imediato reconheci por ser de autoria de Sisson.

O ator João Caetano dos Santos. Litografia de S. A. Sisson, 1856. Esta gravura foi distribuída durante a reinauguração do Imperial Theatro São Pedro de Alcântara, atual Teatro João Caetano, após o incêndio de 1856.



Havia tomado conhecimento desta imagem meio por acaso quando encontrei na internet a lito referenciada no livro “Vida Cotidiana em São Paulo no século XIX” de Carlos Eugênio Marcondes de Moura que aliás, é uma das raras referências da autoria desta gravura encontradas na internet.

Pesquisando um pouco mais, tomei conhecimento do Selo 1º Centenário da Morte de João Caetano que certamente foi desenhado tomando como base a obra de Sisson. Interessante.

Selo 1º Centenário João Caetano

Selo 1º Centenário da Morte de João Caetano Cinza Azulado - 24 de agosto de 1963


29 outubro, 2010 / Bárbara Ferreira

Rio Antigo na memória da família Sisson

Stella Costa me surpreende com o belo arquivo que mantém da família. Hoje fiquei muito feliz ao receber por email algumas imagens que ela guarda com carinho.

Stella é bisneta de Sisson. Isso mesmo! Bisneta! O parentesco, incrivelmente, é super próximo apesar de Sisson ter nascido em 1824.

Ela me enviou imagens da vista da casa de seus avós, Maria Adélia Sisson e Angelo Bevilacqua, situada no bairro de Santa Teresa, onde ela viveu até os sete anos de idade. Como disse Stella, a casa era muito linda, no estilo colonial, cercada de uma bela vegetação com vista para o melhor do Rio daquela época.



Outra bela imagem fotografada na casa foi de quando o Zeppelin passou pela cidade. O cenário é clássico: uma vista que pega do Pão de Açúcar até o atual aeroporto Santos Dumont.



A casa original não existe mais, foi vendida pela família. Hoje existe na área uma clínica de repouso de luxo, cercada de uma vegetação quase inexistente, infelizmente. Porém, este belo cenário ficou eternizado na memória da família Sisson.

Maria Adelia Sisson Bevilacqua e Angelo Bevilacqua com a amiga D. Paula (sentada no meio) e seus familiares na residência da família.

De pé, da direita para a esquerda: Vera Sisson Possolo, sua mãe Angela Eglê, Lalita (esposa de Alberto Sisson Bevilacqua), a criança de colo não se sabe qem é, a menina maior é Cecilia Bevilacqua (filha de Lalita e Alberto), Alfredo Sisson Bevilacqua, Maria Augusta Sisson Bevilacqua.

29 abril, 2010 / Bárbara Ferreira

O Cantinho da Blooks

Um cantinho especial para os amantes de litografia pode ser apreciado na livraria Blooks em Botafogo / RJ. É um pequeno espaço que expõe belas gravuras e uma pedra litográfica.




O mais interessante desse espaço é poder contar com a atenção e o bom papo do litógrafo Edgar de Macedo, sempre presente na Blooks falando sobre este antigo processo de impressão, sobre gravuras…



Ontem estive lá. Levei um bom papo com Edgar. Falamos sobre o Sisson e, é claro, sobre litografia. Em outra ocasião que estive na Blooks, Edgar chegou a me indicar livros que ajudariam muito na minha pesquisa sobre a vida e a obra de Sisson.

É gostoso perceber que este tema está vivo no dia-a-dia da cidade do Rio de Janeiro. Parabéns à Blooks por manter este espaço.


Blooks Livraria
Fica dentro do Unibanco Arteplex
Praia de Botafogo, 316 - Rio de Janeiro/ RJ – Brasil
Horário de funcionamento: de domingo a sexta-feira, 12h30 às 22h
aos sábados das 12h30 à meia-noite
Fotos: Ana Lúcia Araújo
23 fevereiro, 2010 / Bárbara Ferreira

A litografia

Foi por meio da litografia que Sisson desenvolveu seu trabalho artístico. Se trata de um processo de impressão inventado em 1796 por Alois Senefelder (1771 – 1834), dramaturgo da Bavária que buscava um meio econômico de imprimir suas obras.

Alois Senefelder, 1818. Litografia de Lorenz Quaglio

Alois Senefelder, 1818. Litografia de Lorenz Quaglio



A invenção da litografia ocasionou uma verdadeira revolução nos meios artísticos do século XIX. A possibilidade de reprodução de imagens tanto na arte como na imprensa permitiu que um maior número de pessoas pudesse ter acesso as criações e fez com que a informação, ao assumir uma linguagem visual, se tornasse mais densa em conteúdo e forma. Este momento é hoje conhecido como “a era da reprodutibilidade técnica”.

A litografia é um processo de gravura em plano, cuja matriz é executada sobre pedra calcária porosa – a pedra litográfica. A pedra pode, também, ser substituída por uma placa de metal: zinco (zincografia) ou alumínio (algrafia).





O processo baseia-se no fenômeno de repulsão entre as substâncias graxas e a água. A impressão é feita através de um desenho executado sobre a matriz com um material gorduroso – o lápis litográfico – sendo a pedra ou a chapa molhada e em seguida entintada com uma tinta graxa que adere somente ao desenho. O papel umedecido é aplicado sobre a matriz e pressionado com uma prensa especial, para fazer a impressão final.

O filme “Goya’s Ghosts” apresenta lindamente o processo de impressão como era feito antigamente. Francisco de Goya (1746 – 1828) foi um dos artistas que utilizaram a litografia.





Sisson aprendeu o ofício com Rose – Joseph Lemercier, dono de uma oficina de impressão litográfica inaugurada em 1826 considerada uma das melhores em Paris.

Rose - Joseph Lemercier, Paris 1800-1857. Litografia de Achille Devéria

Rose – Joseph Lemercier, Paris 1800-1857. Litografia de Achille Devéria



Lemercier era conhecido pelos novos processos e inovações técnicas que ele havia desenvolvido, incluindo um método de aspersão de lápis litográfico em pó sobre uma pedra quente para então trabalhar com um pincel ou um carimbo a fim de obter tons delicados para céu e água.

Interior da oficina litográfica de Lemercier

Interior da oficina litográfica de Lemercier



Os impressores alemães lideraram a litografia em cores e o impressor francês Godefroy Engelmann patenteou um processo chamado cromolitografia em 1837. A cromolitografia foi a mais importante técnica de impressão em cores até o surgimento da impressão offset.

Vista do Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 1862. Litografia de S. A. Sisson

Vista do Jardim Botânico, Rio de Janeiro, 1862. Litografia de S. A. Sisson



A oficina litografica de Sisson fixou-se no Rio de Janeiro em diversos endereços no Centro da cidade tendo ele recebido em 1866 o título de Litógrafo Imperial.

Sua Majestade o Imperador atendendo ao que lhe representou S A Sisson, estabelecido com litografia a Rua da Assembléia número sessenta. Há por bem conceder-lhe licença para alçar as armas imperiais na frente do edifício de seu estabelecimento com a Legenda – Litógrafo e Desenhador [sic] da Casa Imperial [...]. Palácio do Rio de Janeiro em 12 de junho de 1866.



Referências Bibliográficas

  • MEGGS,  Philip B. e PURVIS, Alston W.; História da Design Gráfico. Cosac Naify, São Paulo, 2009.
  • MENEZES, Paulo Roberto de Jesus; Sociedade, Imagem e Biografia na Litografia de Sebastião Sisson. Dissertação de Mestrado (Programa de Pós-Graduação em História Social, PPGHIS) – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2008.
  • Iconofagia. Wikipédia.
  • The Art of Destino. Collectors Editions.
  • Auction 21 – Dorothy Sloan Rare Books.
17 junho, 2008 / Bárbara Ferreira

Design editorial de Sisson

Por trabalhar com design gráfico não pude deixar de observar o projeto editorial da Galeria dos Brasileiros Ilustres. Durante minha pesquisa no Arquivo Nacional vi todo o microfilme da 1ª edição da obra e fiquei encantada.





Sisson criou um lindo projeto gráfico – padronizado, bem diagramado, com uma bela composição visual – um trabalho muito bem feito e com excelente qualidade gráfica.



O projeto gráfico da Galeria apresenta uma padronização interessante: todos os elementos ilustrados (as bordas, os ornamentos abaixo dos títulos, no fundo dos capitulares e no final dos textos) são únicos. Cada personagem da Galeria apresenta um ornamento diferente porém todos dentro do mesmo padrão e estilo visuais.





Realmente um belo projeto editorial. Vale a pena conferir. Obra disponível na Biblioteca Nacional, no Museu Imperial e seu microfilme no Arquivo Nacional.



Referência Bibliográfica

  • SISSON, S. A.  Galeria dos Brazileiros Illustres (Os Contenporaneos). Lithographia de S. A. Sisson, editor, Rua da Assembléia n. 67, Rio de Janeiro. 1859 / 1861. 2 vols.
12 março, 2008 / Bárbara Ferreira

Família Siston(s) no Brasil

Como explicado na página “Origem do nome“, Siston é uma das variações do nome Sisson. Todos fazem parte da mesma origem.

A família Siston chegou ao Brasil com Pierre Siston que, assim como Sebastién Auguste Sisson, era francês.

Recebi recentemente um contato feito por Josias Vieira Sistons que acrescentou dados interessantes para a história da família.

Josias é neto de José Daniel Siston e filho de José Sistons Filho. Seu pai alterou o nome com o “s” no final do Siston por um erro na documentação emitida pelo exército onde ele serviu. Daí originou-se uma nova família, a Sistons.

Conhecer a história dos Siston(s) nos ajuda a entender melhor como a família se espalhou pelo mundo desde o 1º registro encontrado sobre a história da família que data de aproximadamente 1066 d.C.

Disponibilizo abaixo um rascunho da árvore genealógica da família Siston(s) no Brasil. Conforme for recebendo mais informações atualizo os dados.

 

Árvore genealógica da família Siston(s) no Brasil

29 novembro, 2007 / Bárbara Ferreira

Alsace – Issenheim

Local onde nasceu Sébastian Auguste Sisson, Alsace é uma das 26 regiões da França, localizada a leste do país. Sua capital e maior cidade é Strasbourg.

Alsace tem uma superfície de 8.280 km², sendo a menor região da França metropolitana. Estende-se sobre uma planície entre o rio Reno a leste e as montanhas dos Vosges a oeste.


Mapa Alsace



A região engloba os distritos do Haut-Rhin (Alto Reno), ao sul, e Bas-Rhin (Baixo Reno), ao norte . Tem fronteiras com a Alemanha ao norte e ao leste, com a Suíça e com a região francesa de Franche-Comte ao sul e com a região francesa da Lorraine ao oeste.

Possui diversas florestas, principalmente nos Vosges e no Bas-Rhin (floresta de Haguenau). Diversos vales também embelezam a região.


NeveFloresta



Alsace tem um clima semi-continental com invernos frios e secos e verões quentes.

Historicamente, a região passou da França para a Alemanha diversas vezes, resultando em uma rica mistura cultural. Além disso, era ponto de passagem para os deslocamentos humanos desde antes da Idade Média, tendo recebido inúmeras contribuições culturais.


Alsace



Os dialetos alemães locais são o alsaciano e o frâncico. Apesar de que ambos possam ser distinguidos em francês (alsacien e francique), tende-se a se referir a ambos como alsaciano. Nenhum dos dois tem um estatuto oficial, apesar de ambos serem reconhecidos como línguas da França.

Quando Alsace estava sob controle alemão de 378 a 1648, de 1871 a 1919 e de 1940 a 1944, o uso da língua alemã era obrigatório.

A cozinha alsaciana, fortemente influenciada pela tradição culinária alemã, caracteriza-se pelo uso do porco em vários pratos. A lista de pratos tradicionais inclui baeckeoffe, tartes flambées (flammekueche), choucroute, e fleischnacka. O sul de Alsace, também chamado Sundgau, é famoso pela sua carpe frite (carpa frita).

Região vinícola por excelência, seus vinhos são principalmente brancos (a exceção é o Pinot Noir), tendo uma grande influência germânica e sendo chamados vins d’Alsace. Alsace produz alguns dos mais remarcáveis Rieslings secos do mundo, e é a única região da França a dar o nome da cepagem ao vinho.


Chocolates e vinhas



Alsace é também a maior produtora de cerveja da França, graças principalmente às cervejarias na região de Strasbourg. Entre elas, podemos citar as de Kronenbourg, Fischer, Heineken, Météor e Kanterbräu. O Schnapps (aguardente) também é produzido lá, mas está em declínio porque as destilarias domésticas são menos comuns hoje em dia, e também porque o consumo de bebidas tradicionais, a forte teor alcoólico, diminui drasticamente. Além disso, Alsace também é conhecida por seus sucos de fruta e suas águas minerais.


Principais Cidades de Alsace:

  • Strasbourg
  • Mulhouse
  • Colmar
  • Haguenau
  • Schiltigheim
  • Illkirch-Graffenstaden


Issenheim

Issenheim é um pequeno Comune localizado no distrito Alto Reno da região de Alsace. Foi neste Comune de Alsace que Sisson nasceu.


Mapa Issenheim



Issenheim é dividido por 17 pequenos vilarejos. Estende-se por uma área de 8,18 km², com 3.415 habitantes, segundo INSEE (2006), com uma densidade 417,94 hab/km². Situa-se numa altitude média de 250m ao pé dos Vosges.

issenheim001-001.jpg
issenheim002-001.jpg
issenheim003-001003-001.jpg
19 setembro, 2007 / Bárbara Ferreira

Nome de ruas

Homenagem aos membros de destaque da Família Sisson:

  • Rua Sebastião Sisson – Jabaquara – São Paulo – SP

Homenagem ao desenhista, litógrafo, caricaturista e editor francês Sebastién Auguste Sisson (1824/1898) que veio para o Brasil em 1852 e permaneceu até o fim de seus dias tendo contribuído com seu talento artístico à cultura brasileira. Sisson se naturalizou brasileiro e passou a ser conhecido também por Sebastião Sisson.

rua-sebastiao-sisson-google-maps


  • Rua General Augusto Sisson – Mariópolis – Rio de Janeiro – RJ

mapa

  • Rua Coronel Sisson – Jardim Anhangá – Duque de Caxias – RJ

mapa

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.